Nutrição x Diabetes

Publicado em 24/06/2021 por Shirley Motta

Como dito no artigo anterior, demos início a uma série de artigos onde irei abordar o papel da nutrição nas principais doenças. Iremos ver como a nutrição pode ajudar na prevenção e auxiliar no tratamento dos nossos amiguinhos. E, mais uma vez, cabe aqui ressaltar a necessidade de seguir o tratamento prescrito pelo médico veterinário. Aqui, iremos discutir apenas os aspectos nutricionais e ajustes dietéticos que podem melhorar a qualidade de vida dos nossos patudos.

De repente, o pâncreas diminui a produção de insulina e então, o organismo do seu patudo deixa de transformar em energia tudo que ingeriu. Normalmente, parte do eles comem vira glicose e, o papel da insulina é levar essa glicose para dentro das células. Porém, como o pâncreas não está produzindo insulina em quantidades adequadas, a glicose se acumula na corrente sanguínea. E, o animalzinho começa a ter um apetite de leão e mesmo assim, perde peso. Além de ficar mais cansado, sem querer brincar ou passear, beber muita água e fazer muito xixi. Se seu peludo estiver apresentando esses sintomas, procure um médico veterinário para que ele possa fazer o diagnóstico ajudar seu amiguinho. 

Nos últimos 40 anos, tem sido observado um crescente aumento na incidência de diabetes mellitus em cães. E, diversos fatores podem nos ajudar a entender esse aumento. Sabemos que existem algumas raças com uma maior predisposição genética a diabetes como por exemplo: Samoieda, Poodle, Schnauzer, Labrador e Lhasa Apso. Mas, um outro fator que contribui é a obesidade. Já falei sobre isso em um artigo aqui no site, mas atualmente os animais estão vivendo mais e praticamente não fazem atividade física. 

Infelizmente, não existe cura para diabetes canina ou felina. Uma vez diagnosticado seu amiguinho irá precisar acompanhamento veterinário ao longo da vida, como por exemplo aplicações de insulina e monitoramento glicêmico por meio de glicosímetro portátil. Contudo, essas medidas podem garantir longevidade e tranquilidade ao seu patudo. 

Mas, e a alimentação? Quais os cuidados necessários? E é sobre isso que iremos conversar agora. 

A dieta para animais diabéticos deve ser balanceada, com controle da ingestão de calorias e que não possua grandes quantidades de açúcares simples pois, esse tipo de carboidrato pode influenciar a liberação de insulina pós-prandial e também na resposta à glicose. Também é indicado uma dieta com maior teor de fibras solúveis e insolúveis, principalmente se o animal estiver acima do peso. As fibras solúveis sofrem fermentação pelas bactérias intestinais e, como consequência, produzem ácidos graxos de cadeia curta que atua na produção intestinal do peptídeo glucagon-like responsável pela modulação do apetite, motilidade intestinal e resposta da insulina após a refeição. Já as fibras insolúveis, melhoram o controle glicêmico.

O manejo alimentar também é extremamente importante pois, a previsibilidade glicêmica é essencial. A dieta deve ser fornecida em porções iguais tanto em peso e em composição além disso, deve ser ministrada sempre no mesmo no horário, após a aplicação da insulina.  E se o animal estiver obeso, a dieta deve ser hipocalórica e com proteínas de alto qualidade. Também é importante ressaltar que a perda tem que ser lenta e gradativa. Em alguns casos o nutricionista também pode indicar a prática da atividade física ou indicar comedouros funcionais, que propõem uma alimentação mais lenta e divertida!

Ah e se o animalzinho não quiser se alimentar, é importante mensurar a glicemia e monitorar os sinais de hipoglicemia como: letargiam sonolência, tremores, fraqueza e convulsão. Nesse caso, consulte imediatamente o médico veterinário que acompanha seu animal. 

Espero que tenham gostado e, qualquer dúvida me escrevam que terei o maior prazer em ajuda-los.

Beijinhos e até próximo artigo

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