“Good food is good mood”!

Publicado em 08/06/2021 por Bruna Travassos

A alimentação é um dos temas mais abordados em consulta onde existem inúmeras dúvidas. Questionamo-nos sempre se o nosso animal está a comer a quantidade certa e se a marca de ração é a mais adequada, concordam?

Tem a sensação que o seu animal parece estar sempre com fome?

Neste artigo falaremos de algumas dicas para o ajudar a ajudar o seu amigo a ter uma alimentação saudável e adequada.

Alimentação em cachorros e gatinhos

– No artigo passado sobre CUIDADOS NEONATAIS, falámos sobre alimentação de recém-nascidos. Inicia-se com o leite e de seguida a fase das papas/ração. Nesta altura, e não só, devemos optar por uma marca premium, para garantirmos o suporte nutricional que o animal necessita nesta fase tão exigente que é o crescimento.

Até pelo menos aos 4/5 meses, devem ser alimentados 4 vezes/dia, depois podemos reduzir para 3 e mais tarde, já em adultos passar para 2 refeições/dia.

Transição alimentar

Quando os pequenotes deixarem a ração de puppy/gatinhos e começarem a ração de adulto, a transição de uma para a outra terá de ser feita gradualmente. Ao longo de uma semana no mínimo, antes de iniciarem a nova ração, deverão substituir cada vez mais a ração anterior pela nova.

Nunca mudar bruscamente rações, mesmo sendo da mesma marca fazer a transição entre sabores.

Interpretação da tabela nutricional

Aqui paira a dúvida se realmente o nosso animal está a comer o necessário. E em todos os sacos de ração existe uma tabela que nos ajuda a perceber isso.

(tabela)

Por exemplo: Um cão de 10kg, de estrutura normal, deverá comer 159g/dia. Dividindo esta quantidade por 2 vezes (mínimo de refeições que um animal adulto deve comer) obtemos 79g/refeição.

Os tutores de cães de porte grande e “peito profundo” certamente já foram alertados para o facto destes  terem uma incidência maior para torção gástrica. A porção de alimento diário deverá ser repartida em várias vezes ao longo do dia e o animal deverá comer em comedouros altos. A dieta deverá ser rica em fibra e deverão evitar o exercício uma hora antes e depois de cada refeição.

Nota: são dicas que apenas reduzem o acontecimento, a melhor forma de prevenir é cirurgicamente.

Para os devoradores de comida

– A hora da refeição é dos momentos mais prazerosos para a maior parte dos animais e muitos deles são uns autênticos devoradores. Podemos conjugar esta altura de felicidade com “brincadeiras”, que ajudem a mantê-los mais disciplinados.

Tigelas labirinto

Como o próprio nome indica, estas tigelas em forma labirinto são também utilizadas na hora das refeições. Existe uma dificuldade maior na apreensão do alimento o que inevitavelmente vai obrigar a ingestão mais lentamente. 

Sem dúvida uma grande ajuda para aqueles animais sôfregos! Para raças braquicefálicas estas tigelas não são aconselháveis. Devido ao focinho “achatado”, tanto os gatos como os cães não têm uma capacidade tão ágil de conseguir “apanhar” o alimento, o que no futuro poderá trazer ansiedade e alterações a nível de comportamento.

“kong”,

Estes brinquedos são bastantes utilizados para controlar a ansiedade na hora da refeição. São ótimos porque, não só os obriga a comer lentamente, como os estimula a nível cognitivo. Entenda porquê! Estes brinquedos apresentam um desafio para o seu animal. 

A apresentação destes brinquedos, por norma, é redonda o que o obriga a perceber o mecanismo de trabalho para obter o alimento. Mas não subestimem a inteligência dos vossos patudos! Com o tempo terão de lhes “dificultar a vida”. Quando estiverem nessa fase, poderão tapar o(s) orifício(s) do brinquedo com comida húmida, elevando assim a fasquia do desafio.

Hora de treino “leve” durante a refeição

Outra forma divertida é usar a hora do treino para os alimentar. Como bons devoradores de comida, não precisam de snacks para ajudar no reforço positivo quando executam uma ação correta, a própria ração serve. Um ponto muito positivo para os animais acima do peso ideal, ingerindo assim apenas as calorias necessárias evitando excessos! 

Mas atenção, este conselho é apenas útil para um treino básico como o sentar, deitar e ficar. Nada de treinos elevados, pois está contra-indicado medicamente o exercício após as refeições.

Se anteriormente falávamos nos devoradores agora falamos do oposto. Para outros animais, a refeição pode ser um verdadeiro drama. Aqui temos de ir por tentativa-erro, até acertarmos numa ração/sabor que eles gostem. Criar uma rotina é fundamental, deverão definir horários de refeição, com a mesma tigela, no mesmo local e não deixar o alimento disponível mais do que 15/20 minutos.O animal começará a ter perceção que o alimento está disponível apenas naquele horário. Outro fator são as “guloseimas” oferecidas ao longo do dia. Se estamos sempre a oferecer algo fora das refeições e que não seja a ração, é natural que quando chega a hora da alimentação o animal não tenha apetite ou até mesmo faça “birra” para que os seus tutores cedam e continuem a dar algo mais saboroso.

E nunca se esqueçam de deixar sempre água fresca à disposição!

Espero que tenham gostado. Partilhem este post com amigos e ajude a passar esta importante informação.

Até uma próxima!

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